O operário maranhense Josias dos Santos Vieira morreu após a queda de uma viga na obra da ponte sobre o rio Negro. Desde às 17h desta terça-feira (28) o Corpo de Bombeiros realizava buscas no local.
O titular da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus, René Levy Aguiar, informou que uma estrutura premoldada que seria colocada na ponte caiu de um guindaste, na tarde desta terça-feira, em horário de atividade intensa no local, e forçou a paralisação dos serviços na obra, temporariamente.
"Uma das três vigas que faria a ligação do pilar 33 para o 34 caiu na hora de ser lançada, no momento em que estava sendo posicionada", informou René Levy Aguiar, da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
CANDIDATOS AO GOVERNO DO MARANHÃO DEBATEM NA TV MIRANTE
SÃO LUÍS – O debate com os candidatos ao governo do Maranhão, promovido pela TV Mirante, encerrou a campanha eleitoral. Ao todo, cinco candidatos participaram do debate: Roseana Sarney (PMDB), Jackson Lago (PDT), Flávio Dino (PCdoB), Marcos Silva (PSTU) e Saulo Arcangeli (PSol). O debate foi realizado na sede do Sistema Mirante na noite desta terça-feira (28), tendo como mediador do debate foi o jornalista Tonico Ferreira, da Rede Globo de Televisão.
O debate
Os candidatos ao governo do Maranhão tiveram quase duas horas para debater diversos temas pré-estabelecidos. Durante este tempo, os cinco candidatos participantes puderam discutir sobre educação, saúde, infraestrutura, segurança, meio ambiente, desenvolvimento econômico, saneamento básico, cultura, turismo, esporte e lazer, reforma agrária e políticas sociais foram os temas discutidos durante o debate.
O debate foi estruturado em cinco blocos. No primeiro e terceiro, os candidatos responderam a uma pergunta comum e sobre temas sorteados ao vivo. No segundo e no quarto, foram de temas livres. Já o quinto bloco foi utilizado pelos candidatos para as considerações finais.
Alguns destaques
Roseana Sarney: destacou que seu governo terá como metas a criação de empregos e investimentos na economia do Maranhão. A candidata do PMDB afirmou que pretende fazer um melhor governo, com mais justiça social e igualdade. Roseana Sarney lembrou que atualmente o Estado está em um momento de crescimento.
Saulo Arcangeli: o candidato destacou que a prioridade do seu governo, caso vença a eleição, será o combate a pobreza, uma maior criação de empregos, o aumento do acesso a saúde, a erradicação do analfabetismo e a valorização do servidor público.
Flavio Dino: um dos destaques abordados pelo candidato do PCdoB foi relacionada à temática da saúde no Estado. Flávio Dino comprometeu-se em criar mais Unidades de Pronto-Atendimento (UPA). Mas além da construção destas UPAs, Flávio Dino pretende formar profissionais de saúde para trabalhar nestes novos hospitais.
Marcos Silva: o candidato falou sobre Segurança Pública, segundo o canditado é preciso aumentar o efetivo policial. O candidato destacou que a campanha do PSTU prioriza a classe trabalhadora. O candidato disse que se chegar ao governo os recursos econômicos irão chegar ao povo.
Jackson Lago: o candidato tratou sobre Segurança Pública, segundo ele, um dos benefícios de seu governo foi ter criado a Secretaria de Segurança Cidadã. Jackson Lago disse que pretende investir em escolas e em qualificação de professores.
O candidato Josivaldo Corrêa, do PCB, que ficou fora do debate, vai ser entrevistado nesta quarta-feira (29), no JMTV 1ª Edição.
O debate
Os candidatos ao governo do Maranhão tiveram quase duas horas para debater diversos temas pré-estabelecidos. Durante este tempo, os cinco candidatos participantes puderam discutir sobre educação, saúde, infraestrutura, segurança, meio ambiente, desenvolvimento econômico, saneamento básico, cultura, turismo, esporte e lazer, reforma agrária e políticas sociais foram os temas discutidos durante o debate.
O debate foi estruturado em cinco blocos. No primeiro e terceiro, os candidatos responderam a uma pergunta comum e sobre temas sorteados ao vivo. No segundo e no quarto, foram de temas livres. Já o quinto bloco foi utilizado pelos candidatos para as considerações finais.
Alguns destaques
Roseana Sarney: destacou que seu governo terá como metas a criação de empregos e investimentos na economia do Maranhão. A candidata do PMDB afirmou que pretende fazer um melhor governo, com mais justiça social e igualdade. Roseana Sarney lembrou que atualmente o Estado está em um momento de crescimento.
Saulo Arcangeli: o candidato destacou que a prioridade do seu governo, caso vença a eleição, será o combate a pobreza, uma maior criação de empregos, o aumento do acesso a saúde, a erradicação do analfabetismo e a valorização do servidor público.
Flavio Dino: um dos destaques abordados pelo candidato do PCdoB foi relacionada à temática da saúde no Estado. Flávio Dino comprometeu-se em criar mais Unidades de Pronto-Atendimento (UPA). Mas além da construção destas UPAs, Flávio Dino pretende formar profissionais de saúde para trabalhar nestes novos hospitais.
Marcos Silva: o candidato falou sobre Segurança Pública, segundo o canditado é preciso aumentar o efetivo policial. O candidato destacou que a campanha do PSTU prioriza a classe trabalhadora. O candidato disse que se chegar ao governo os recursos econômicos irão chegar ao povo.
Jackson Lago: o candidato tratou sobre Segurança Pública, segundo ele, um dos benefícios de seu governo foi ter criado a Secretaria de Segurança Cidadã. Jackson Lago disse que pretende investir em escolas e em qualificação de professores.
O candidato Josivaldo Corrêa, do PCB, que ficou fora do debate, vai ser entrevistado nesta quarta-feira (29), no JMTV 1ª Edição.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
AVIÃO FAZ POUSO DE EMERGÊNCIA E MANAUS (e eu cheguei atrasada na faculdade)
Hoje, fazendo meu trajeto no transporte coletivo,e diga-se de passagem, de péssima qualidade, fui surpreendida com um enorme congestionamento. Ao chegar (atrasada) na faculdade, um amigo me falou que esse transtorno estava sendo causado devido uma aeronave que iria fazer um pouso de emergência, e, dessa forma, várias viaturas do corpo de bombeitos e do SAMU se dirigiam ao aeroporto, causando dessa maneira, um engarrafamento.
Vejam a baixo a notícia:
Uma aeronave da Trip Linhas Aéreas fez um pouso de emergência às 8h40 desta sexta-feira (23) no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, segundo informou a Infraero. Antes de aterrisar, porém, a aeronave com 38 passageiros sobrevoou a capital amazonense por 2h30 para gastar combustível e evitar o risco de uma explosão.
A empresa que administra os aeroportos brasileiros informou que o pouso foi tranquilo e se deu em segurança. O avião, com 38 passageiros e quatro tripulantes, decolou de Manaus e tinha como destino Itaituba, no sul do Pará. Por causa do problema, uma mulher passou mal com problemas de pressão e foi atendida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no local.
A Trip informou, em nota, que a aeronave “apresentou, logo após a decolagem, um problema de ordem técnica no sensor do trem de pouso”. A empresa disse também que em função do atraso gerado pelo incidente, companhia está prestando assistência aos passageiros e “providenciando a realocação da aeronave”.
Um dos passageiros, Osvaldo Romanholi, de 46 anos, presidente do Sindicato dos Madereiros do Sudoeste do Pará (Simaspa), afirmou que 25 minutos após a decolagem o comandante avisou que iria pousar. "Já fiquei apreensivo porque conheço o trajeto e sei que o tempo estimado de viagem é de uma hora", conta ele, que desceria em Itaituba, no Pará. "O comandante avisou que estava com problemas técnicos e iria tomar medidas de segurança para pousar com tranquilidade", afirma, acrescentando que os passageiros não foram informados de qual seria o problema.
Segundo ele, houve muita tensão dentro do avião porque ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo. "Ele ficou sobrevoando por 2h30, foram as piores horas da minha vida", diz. Outro grande momento de apreensão, diz ele, foi quando o avião começou a se aproximar do solo e os passageiros puderam observar o grande aparato que estava montado no aeroporto para o caso de algum acidente. "Vimos equipe de resgate, ambulância, bombeiros. Aquilo me deu desespero", conta.
Ele ressalta que a tripulação se esforçou para passar tranquilidade aos passageiros e manter a situação sob controle, mas ainda assim uma mulher passou mal e, ao pousar, foi atendida por médicos. "A tripulação foi pofissional, não deixou criar pânico", elogia.
Ao pousar com segurança às 8h35 (no horário local), houve aplausos e choradeira entre os passagerios. "Eu mesmo não contive a emoção e chorei bastante", admite Romanholi. Ele, que afirma estar sempre voando por motivos profissionais, diz que a tensão será inevitável. "Voo porque preciso, mas voava tenso, agora será ainda pior".
Procurada, a TRIP informou, por meio de nota, que o avião teve um "problema de ordem técnica no sensor do trem de pouso". "A tripulação técnica adotou o procedimento padrão de pouso nesta condição, e, após a confirmação de se tratar de um erro de sensor, a aeronave pousou normalmente", diz.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
OPINIÃO PÚBLICA E A ESCOLHA DO MINISTRO DO STF
Postado por: Carlos Zamith Junior em Direito
Um novo ministro será nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga aberta em decorrência da aposentadoria do ministro Eros Grau. A oportunidade deve servir para se aprimorar a forma como os membros da Corte são nomeados, de modo a dar à escolha maior legitimidade. O que se requer não é a alteração formal do processo, embora essa também fosse bem-vinda. É a sua democratização na prática, pela via da ampliação do debate público sobre a escolha do novo componente do tribunal.
O procedimento de nomeação, importado dos EUA, é simples: o presidente da República indica um nome, e o Senado Federal o aprova ou não, depois de submeter o indicado a uma sabatina. Ocorre que o sistema americano é seguido aqui apenas nos aspectos formais. No Brasil, não se tem praticado, como ocorre naquele país, o saudável costume de submeter o indicado ao debate público e a uma sabatina efetiva no Senado. Nos Estados Unidos, quando o Presidente revela o jurista que pretende nomear, instaura-se um amplo debate na sociedade sobre sua visão de mundo e trajetória profissional. Naquele país, não é incomum a rejeição pelo Senado de pessoas indicadas pelo Presidente, ou a retirada do nome escolhido, para evitar uma derrota iminente, como ocorreu recentemente no governo Bush.
No Brasil, nem a opinião pública nem os senadores têm valorizado essa relevante ocasião da vida nacional. A regra é de que o tema não seja adequadamente debatido na esfera pública, e de que os senadores, na sabatina, se limitem a indagações superficiais ou a discursos protocolares e laudatórios. O indicado não é questionado sobre os importantes temas que o Supremo examinará no futuro, nem sobre sua concepção de qual seja o papel do Tribunal. Desde o governo Floriano Peixoto, não houve nenhuma recusa do Senado às indicações do Presidente, por mais polêmicas que algumas delas tenham sido. A imprensa não demonstra grande interesse pelo assunto, e nem mesmo a oposição costuma examinar com rigor a escolha feita pelo presidente. Quando os senadores percebem que o indicado logrará a aprovação do Senado, tendem a também procurar apoiá-lo, preocupados com ações suas que possam ser julgadas no futuro. A sabatina acaba servindo apenas para que cada senador possa render suas homenagens ao futuro ministro.
Esses costumes políticos eram até compreensíveis no passado, em que o Supremo não desempenhava papel tão relevante na vida pública do país. Com a judicialização da política e das relações sociais, surgida após a Constituição de 1988 e potencializada nos últimos anos, nada mais justifica a continuidade dessa prática. Dependendo da idade de nomeação, um ministro pode ocupar por várias décadas o cargo, no qual tomará decisões sobre questões da maior importância para a nação.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Químico do MA receita extrato de graviola para tratar câncer
CONFIRA A BAIXO A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO NA ÍNTEGRA.
Imperatriz é a segunda maior cidade do Maranhão. Cerca de 236 mil pessoas vivem nela, e mais da metade é pobre. E 26% são analfabetas. A cidade tem um único hospital público grande e 34 postos de saúde. Em um deles, encontramos Dona Carmosina.
“Em 90% dos pacientes que chegam com ferimentos que demoram a cicatrizar, ela (a pomada de graviola) tem funcionado muito bem”, diz o médico do posto.
Dona Carmosina não foi atrás de nenhum curandeiro, procurou um posto de atendimento do Sistema de Saúde Pública (SUS). Lá, ela recebeu uma receita assinada por um médico: pomada para graviola, que não serve para nada.
O professor Antônio Augusto Brandão Frazão dá aulas na Universidade Estadual do Maranhão. Ele tem um centro de tratamento com plantas na área do Aeroporto de Imperatriz, construído e mantido pela Infraero. Nesse local, ele consulta pacientes, faz diagnósticos e receita remédios a base de plantas, sem ser médico. O professor é químico.
“Já existem relatos na literatura da graviola em animais experimentais com agressão ao fígado e com diabetes. E também a própria Anvisa, no guia fitoterápico, relata que o uso prolongado da graviola pode causar alterações no pâncreas e levar ao diabetes”, aponta Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O caso que documentamos em Imperatriz, no Maranhão, é apenas um pequeno exemplo desse descontrole que põe em risco a vida dos brasileiros.
Dr. Drauzio Varela - O que o ministério pensa a respeito do tratamento de doenças com produtos naturais?
Reinaldo Guimarães, secretário do Ministério da Saúde - O ministério entende que essa é uma alternativa terapêutica que deve ser oferecida.
Frazão mostra como ele fica sabendo que Dona Carmosina está com grande infestação. Mas Dona Carmosina não está com nenhuma infestação. Qualquer estudante de primeiro ano de medicina sabe que a sigla MID significa membro inferior direito. Ou seja, o que a receita diz é que a ferida está localizada na perna direita.
“Então, a gente vai utilizar a tintura da graviola com um grau de concentração um pouco alto, colocar o óleo da copaiba, que é um bactericida, e bater a pomada”, explica Frazão.
“O que eu posso dizer é o seguinte: se eu tivesse com uma ferida infectada no membro inferior direito, eu não ia passar pomada de graviola. Seria um erro nós acharmos que a política do Ministério da Saúde para fitoterápicos estimula esse tipo de coisa. Até hoje nós incorporamos apenas oito medicamentos fitoterápicos”, declara Reinaldo Guimarães, secretário do Ministério da Saúde.
Os oito fitoterápicos aprovados pelo Ministério da Saúde e distribuídos pelo SUS não passaram pelos estudos clínicos exigidos para os remédios convencionais, alopáticos. Por isso, não se sabe com detalhes que efeitos colaterais podem provocar.
“É a questão da segurança. A gente só vai conhecer a segurança, se nós tivermos estudos de qualidade, que envolvam centenas ou milhares de pacientes. Isso a gente não tem”, comenta Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O professor Frazão diz que já testou a pomada em ratos e em pacientes. “Nos leprosários, nos asilos de velhinhos, em escaras de decúbito, a gente foi vendo com o decorrer do tempo que ela tinha uma ação de regeneração do tecido”, aposta.
Os conselhos de ética consideram essa uma infração gravíssima. Os pacientes com hanseníase e os velhinhos nos asilos sabiam que estavam sendo usados como cobaias?
Olha a ideia que o professor Frazão faz da ciência: “a gente que tem o dom da pesquisa, a gente detesta papel para estar anotando nome, peso, tamanho, coisa e tal. O que eu gosto é de ver. Eu pego a foto e vejo. A minha estatística é essa”.
“Há quatro anos, nós estamos indicando a pomada do professor Frazão”, conta a enfermeira do posto Hilda Maria Costa Pinto.
Nós fomos até o Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a farmacêutica Natasha Maurmann, e vamos fazer um teste com a pomada de graviola. Ela vai fazer um experimento em que vai provocar um ferimento em ratinhos que estão anestesiados, não vão sentir absolutamente nada.
Na verdade, o que ela vai fazer é comparar, ver se o local do ferimento em que colocou a pomada de graviola cicatriza mais depressa, mais lentamente, ou da mesma forma que o local onde está só o creme neutro, sem graviola.
A pomada de graviola não foi aprovada. Não houve diferença entre os ferimentos tratados com a pomada feita com a planta e naqueles tratados com um creme neutro. Ou seja, tanto faz uma pomada com ou sem graviola.
Gilberto Schwarrsmann, coordenador do Laboratório de Câncer do Hospital das Clínicas, critica a prescrição em um posto de saúde, pelo SUS, de uma pomada que não tem registro. “Eu acho que isso é uma irresponsabilidade, digamos assim, do ponto de vista de respeito ao próximo, ao ser humano”.
“Eu estou colocando todas as minhas esperanças, primeiramente em Deus, mas no extrato da graviola”, declara a química Maria Luiza Ribeiro Aires. Ela é química, casada e tem muita vontade de engravidar. Há cinco anos, ela descobriu que tinha um tumor na cabeça, perto da hipófise, e foi operada. “Em janeiro desse ano, eu fui fazer retorno, e ele me disse que esse restinho de tumor que tinha ficado voltou a crescer. Eu teria que fazer uma nova cirurgia”, revela.
O tumor pressiona o nervo óptico e Luiza já perdeu 90% da visão de um dos olhos. Mas esse não é seu maior medo. “Para a retirada do tumor, você perde muitas células da hipófise. Ali é onde estão nossos hormônios. E isso dificultaria mais ainda ser mãe”, confessa a química.
Se retirar o tumor, Luiza preserva o que resta da visão, mas a cirurgia pode estragar seu sonho.
O professor Frazão receitou extrato de graviola para sua ex-aluna: cinco gotinhas três vezes ao dia. “Eu fiquei muito feliz, muito mesmo, quando o professor chegou para mim e disse que eu iria tomar esse extrato e que eu iria ter uma possibilidade de regressão desse tumor. Foi uma esperança, uma luz no fim do túnel”, revela Luiza.
“Na oncologia, talvez metade das quimioterapias que nós usamos venham da natureza, mas isso é diferente de usar a natureza direto. Isso é o que a gente não gosta. É uma coisa irresponsável e ilegal”, critica Gilberto Schwarrsmann, coordenador do Laboratório de Câncer do Hospital das Clínicas.
Além da pomada, o extrato de graviola do professor Frazão também foi testado. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pegaram várias culturas de células cancerígenas e dividiram em três partes. Na primeira, colocaram o extrato de graviola. Na segunda, apenas álcool, que é a base do extrato. E deixaram a última sem nada para servir de controle. Depois, compararam os resultados.
“Quando nós tratamos com o extrato de graviola, o que nós observamos é que houve um aumento de células em relação a sem nada de tratamento”, declara Caroline Bruneto de Farias, pesquisadora do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Quer dizer, as células em vez de ter o crescimento inibido, em vez de parar de multiplicar, se multiplicaram mais ainda. Isso quer dizer que, se você tiver um tumor maligno e usar esta poção, ele pode crescer mais depressa. “Pode ser muito perigoso utilizar o extrato, porque o câncer pode aumentar”, diz a pesquisador.
Desde janeiro, Luiza toma o extrato de graviola que testamos em laboratório.
Em maio, ela descobriu que estava grávida. Mesmo que quisesse, agora não seria o momento mais adequado para retirar o tumor. “É um teste. Eu mesma quis me submeter a esse teste, foi minha escolha”, comenta a química.
O professor Frazão continua em seu centro de tratamento. Como ele, quantos não haverá no Brasil?
Imperatriz é a segunda maior cidade do Maranhão. Cerca de 236 mil pessoas vivem nela, e mais da metade é pobre. E 26% são analfabetas. A cidade tem um único hospital público grande e 34 postos de saúde. Em um deles, encontramos Dona Carmosina.
“Em 90% dos pacientes que chegam com ferimentos que demoram a cicatrizar, ela (a pomada de graviola) tem funcionado muito bem”, diz o médico do posto.
Dona Carmosina não foi atrás de nenhum curandeiro, procurou um posto de atendimento do Sistema de Saúde Pública (SUS). Lá, ela recebeu uma receita assinada por um médico: pomada para graviola, que não serve para nada.
O professor Antônio Augusto Brandão Frazão dá aulas na Universidade Estadual do Maranhão. Ele tem um centro de tratamento com plantas na área do Aeroporto de Imperatriz, construído e mantido pela Infraero. Nesse local, ele consulta pacientes, faz diagnósticos e receita remédios a base de plantas, sem ser médico. O professor é químico.
“Já existem relatos na literatura da graviola em animais experimentais com agressão ao fígado e com diabetes. E também a própria Anvisa, no guia fitoterápico, relata que o uso prolongado da graviola pode causar alterações no pâncreas e levar ao diabetes”, aponta Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O caso que documentamos em Imperatriz, no Maranhão, é apenas um pequeno exemplo desse descontrole que põe em risco a vida dos brasileiros.
Dr. Drauzio Varela - O que o ministério pensa a respeito do tratamento de doenças com produtos naturais?
Reinaldo Guimarães, secretário do Ministério da Saúde - O ministério entende que essa é uma alternativa terapêutica que deve ser oferecida.
Frazão mostra como ele fica sabendo que Dona Carmosina está com grande infestação. Mas Dona Carmosina não está com nenhuma infestação. Qualquer estudante de primeiro ano de medicina sabe que a sigla MID significa membro inferior direito. Ou seja, o que a receita diz é que a ferida está localizada na perna direita.
“Então, a gente vai utilizar a tintura da graviola com um grau de concentração um pouco alto, colocar o óleo da copaiba, que é um bactericida, e bater a pomada”, explica Frazão.
“O que eu posso dizer é o seguinte: se eu tivesse com uma ferida infectada no membro inferior direito, eu não ia passar pomada de graviola. Seria um erro nós acharmos que a política do Ministério da Saúde para fitoterápicos estimula esse tipo de coisa. Até hoje nós incorporamos apenas oito medicamentos fitoterápicos”, declara Reinaldo Guimarães, secretário do Ministério da Saúde.
Os oito fitoterápicos aprovados pelo Ministério da Saúde e distribuídos pelo SUS não passaram pelos estudos clínicos exigidos para os remédios convencionais, alopáticos. Por isso, não se sabe com detalhes que efeitos colaterais podem provocar.
“É a questão da segurança. A gente só vai conhecer a segurança, se nós tivermos estudos de qualidade, que envolvam centenas ou milhares de pacientes. Isso a gente não tem”, comenta Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
O professor Frazão diz que já testou a pomada em ratos e em pacientes. “Nos leprosários, nos asilos de velhinhos, em escaras de decúbito, a gente foi vendo com o decorrer do tempo que ela tinha uma ação de regeneração do tecido”, aposta.
Os conselhos de ética consideram essa uma infração gravíssima. Os pacientes com hanseníase e os velhinhos nos asilos sabiam que estavam sendo usados como cobaias?
Olha a ideia que o professor Frazão faz da ciência: “a gente que tem o dom da pesquisa, a gente detesta papel para estar anotando nome, peso, tamanho, coisa e tal. O que eu gosto é de ver. Eu pego a foto e vejo. A minha estatística é essa”.
“Há quatro anos, nós estamos indicando a pomada do professor Frazão”, conta a enfermeira do posto Hilda Maria Costa Pinto.
Nós fomos até o Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a farmacêutica Natasha Maurmann, e vamos fazer um teste com a pomada de graviola. Ela vai fazer um experimento em que vai provocar um ferimento em ratinhos que estão anestesiados, não vão sentir absolutamente nada.
Na verdade, o que ela vai fazer é comparar, ver se o local do ferimento em que colocou a pomada de graviola cicatriza mais depressa, mais lentamente, ou da mesma forma que o local onde está só o creme neutro, sem graviola.
A pomada de graviola não foi aprovada. Não houve diferença entre os ferimentos tratados com a pomada feita com a planta e naqueles tratados com um creme neutro. Ou seja, tanto faz uma pomada com ou sem graviola.
Gilberto Schwarrsmann, coordenador do Laboratório de Câncer do Hospital das Clínicas, critica a prescrição em um posto de saúde, pelo SUS, de uma pomada que não tem registro. “Eu acho que isso é uma irresponsabilidade, digamos assim, do ponto de vista de respeito ao próximo, ao ser humano”.
“Eu estou colocando todas as minhas esperanças, primeiramente em Deus, mas no extrato da graviola”, declara a química Maria Luiza Ribeiro Aires. Ela é química, casada e tem muita vontade de engravidar. Há cinco anos, ela descobriu que tinha um tumor na cabeça, perto da hipófise, e foi operada. “Em janeiro desse ano, eu fui fazer retorno, e ele me disse que esse restinho de tumor que tinha ficado voltou a crescer. Eu teria que fazer uma nova cirurgia”, revela.
O tumor pressiona o nervo óptico e Luiza já perdeu 90% da visão de um dos olhos. Mas esse não é seu maior medo. “Para a retirada do tumor, você perde muitas células da hipófise. Ali é onde estão nossos hormônios. E isso dificultaria mais ainda ser mãe”, confessa a química.
Se retirar o tumor, Luiza preserva o que resta da visão, mas a cirurgia pode estragar seu sonho.
O professor Frazão receitou extrato de graviola para sua ex-aluna: cinco gotinhas três vezes ao dia. “Eu fiquei muito feliz, muito mesmo, quando o professor chegou para mim e disse que eu iria tomar esse extrato e que eu iria ter uma possibilidade de regressão desse tumor. Foi uma esperança, uma luz no fim do túnel”, revela Luiza.
“Na oncologia, talvez metade das quimioterapias que nós usamos venham da natureza, mas isso é diferente de usar a natureza direto. Isso é o que a gente não gosta. É uma coisa irresponsável e ilegal”, critica Gilberto Schwarrsmann, coordenador do Laboratório de Câncer do Hospital das Clínicas.
Além da pomada, o extrato de graviola do professor Frazão também foi testado. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pegaram várias culturas de células cancerígenas e dividiram em três partes. Na primeira, colocaram o extrato de graviola. Na segunda, apenas álcool, que é a base do extrato. E deixaram a última sem nada para servir de controle. Depois, compararam os resultados.
“Quando nós tratamos com o extrato de graviola, o que nós observamos é que houve um aumento de células em relação a sem nada de tratamento”, declara Caroline Bruneto de Farias, pesquisadora do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Quer dizer, as células em vez de ter o crescimento inibido, em vez de parar de multiplicar, se multiplicaram mais ainda. Isso quer dizer que, se você tiver um tumor maligno e usar esta poção, ele pode crescer mais depressa. “Pode ser muito perigoso utilizar o extrato, porque o câncer pode aumentar”, diz a pesquisador.
Desde janeiro, Luiza toma o extrato de graviola que testamos em laboratório.
Em maio, ela descobriu que estava grávida. Mesmo que quisesse, agora não seria o momento mais adequado para retirar o tumor. “É um teste. Eu mesma quis me submeter a esse teste, foi minha escolha”, comenta a química.
O professor Frazão continua em seu centro de tratamento. Como ele, quantos não haverá no Brasil?
QUÍMICO MARANHENSE É RIDICULARIZADO NO FANTÁSTICO
Ontem à noite, após um dia cansativo recebendo visita em casa, estava eu lendo os jornais do Amazonas, deitada na minha cama, enquanto minha tia assitia ao Fantástico, na Rede Globo. Entretida nas reportagens locais ouvi no Fantástico citarem o nome do MARANHÃO. Maranhense como sou e apaixonada pelo meu Estado, logo liguei a televisão e fui assistir a reportagem.
O que incluia o Maranhão era a nova série do Fantástico do Dr. Dráuzio Varella. Ele falava sobre remédios medicinais a base de plantas receitados pelo Químico e professor Franzão.
O Dr. Drauzio relatou um pouco sobre Imperatriz, cidade onde vive o professor Frazão.
No decorrer da reportagem fiquei indignada, tendo em vista o rumo em que a reportagem tomou. Pois foi notável a receptividade do professor Frazão, o orgulho que ele tinha ao expor suas idéias. Mas o que ele não sabia era que foi ludibriado pela equipe da Globo. Enganaram-no.
O Fantástico ridicularizou o trabalho do professor Frazão, denegriu a sua imagem.
Concordo que práticas como a do professor, que não tem um reconhecimento científico, comprovoção de que aqueles remédios funcionam realmente, devem ser banidas.
O que me deixou com raiva foi o fato deles enganarem o professor. Tadinho!! Ele estava achando que seu trabalho estava com aquela reportagem ganhando notoriedade nacional, onde na verdade estaria era tornando sua imagem negativa em rede nacional.
Acho que a globo deveria ter jogado limpo.
O que incluia o Maranhão era a nova série do Fantástico do Dr. Dráuzio Varella. Ele falava sobre remédios medicinais a base de plantas receitados pelo Químico e professor Franzão.
O Dr. Drauzio relatou um pouco sobre Imperatriz, cidade onde vive o professor Frazão.
No decorrer da reportagem fiquei indignada, tendo em vista o rumo em que a reportagem tomou. Pois foi notável a receptividade do professor Frazão, o orgulho que ele tinha ao expor suas idéias. Mas o que ele não sabia era que foi ludibriado pela equipe da Globo. Enganaram-no.
O Fantástico ridicularizou o trabalho do professor Frazão, denegriu a sua imagem.
Concordo que práticas como a do professor, que não tem um reconhecimento científico, comprovoção de que aqueles remédios funcionam realmente, devem ser banidas.
O que me deixou com raiva foi o fato deles enganarem o professor. Tadinho!! Ele estava achando que seu trabalho estava com aquela reportagem ganhando notoriedade nacional, onde na verdade estaria era tornando sua imagem negativa em rede nacional.
Acho que a globo deveria ter jogado limpo.
Vigário surra prefeito de Boa Vista do Ramos - AM (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
Em uma discussão, motivada pela demora no atendimento prestado pelo barco de Pronto Atendimento Itinerante (PAI) no município de Boa Vista do Ramos (270 quilômetro de Manaus), o vigário Marcílio Moutinho surrou o prefeito da cidade, Elmir Lima Mota, na manhã desta sexta-feira (10), com uma correia de motor do barco.
O prefeito não negou a discussão, mas garante que não chegou a ofender o vigário em relação à sexualidade. De qualquer forma, Marcílio Moutinho, que trabalha há 10 anos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, prestou queixa na delegacia e relatou o fato.
* Com informações de Márcio Azevedo
(Tem muito político merecendo uma piza pir aí!!kkkkkk)
sábado, 11 de setembro de 2010
SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA EM SETE MUNICÍPIOS AMAZONENSES
O nível do Rio Solimões desce 26 centímetros por dia. É a pior seca já registrada na região da Amazônia onde o Brasil faz fronteira com o Peru e a Colômbia. Sete municípios decretaram situação de emergência. Outros 11 estão em alerta nos rios Solimões, Juruá e Purus.
Mais de três mil famílias de comunidades ribeirinhas foram afetadas pela estiagem desse ano. A dona de casa Luciana Pereira, vizinha do Rio Solimões, agora tem que caminhar quase meia-hora para conseguir água para os três filhos. “Duas ou até três semanas sem chover. A gente consome mais água da chuva. Assim fica difícil para a gente”, declara.
Há quase um ano chove menos do que o esperado nas cabeceiras de grandes rios da Amazônia por causa do aquecimento do Oceano Pacífico, o fenômeno conhecido com El Niño. Os rios já estavam com níveis de água muito baixos e, para piorar, a época de seca chegou antes do tempo.
"Algumas localidades onde ainda existem lagos e rios ainda se pode passar com voadeira ou botes, mas nenhuma embarcação com o calado maior que isso", declara o coronel Roberto Rocha, secretário da Defesa Civil no Amazonas.
A principal cidade da região, Tabatinga, está com o porto operando com a metade da capacidade. A situação só deve ser normalizada no mês que vem quando é esperada a temporada de chuvas. A estiagem pode atingir outros municípios ao longo do Rio Amazonas nas próximas semanas.
“Devemos continuar monitorando a calha dos rios, alertando a população, porque há risco de encalhe e há risco de desabastecimento de água em algumas comunidades isoladas”, aponta Marco Antônio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas.
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